Teste das antigas - S10 pega Hilux e Ranger

Teste das antigas – S10 pega Hilux e Ranger

02/06/2022
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Ainda em 2001, as picapes médias já tinham conquistado algum espaço depois da pioneira Chevrolet S10. O Jornal do Carro de 09/09/2001 trazia um comparativo com as principais representantes do segmento, Toyota Hilux, Ford Ranger e a própria S10, em suas versões com motor a gasolina. Naquela época, as picapes começavam a ganhar as cidades, ainda antes da criação do motor flexível. Veja quem levou a melhor, nas palavras do repórter Igor Thomaz.

Cabine dupla: S10, Hilux ou Ranger?
S10 se mostrou mais confortável que suas rivais. Modelo cabine dupla 4×2 equipado com motor a gasolina leva vantagem sobreChevrolet S10 e Ford Ranger

Com bom espaço interno, conforto e motores potentes, não é fácil escolherentre Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger 4×2 com cabine dupla emotores quatro cilindros a gasolina. O resultado, que determinou levevantagem da Hilux, seguida pela S10 e Ranger, acabou sendo definido nosdetalhes.

O equilíbrio, porém, não se reflete nos preços. O modelo da Toyota na versãotopo de linha SRV custa R$ 49.913,00 (a básica sai por a partir de R$35.963,00), a S10 fica entre R$ 35.054,00 e R$ 44.729,00 e a Ranger XL apartir de R$ 39.340,00 (com opcionais, até R$ 44.107,00).

A picape da Toyota, reestilizada, oferece motorização de maior cilindrada edirigibilidade muito parecida à de um carro de passeio. Seu propulsor 2.716V desenvolve 142 cv de potência a 4.800 rpm e 23,2 mkgf de torque máximo a4.000 rpm, valores maiores que os de suas rivais. Porém, como o torquemáximo é atingido em rotações elevadas, o desempenho acaba ficando parecidocom o da Ranger e da S10. Na estrada, a Hilux também agrada.

Já a picape da GM, com motor 2.4 oito-válvulas, é a que oferece a menorpotência. São 128 cv a 4.800 rpm, mas a vantagem está no torque de 21,9mkgf, que se dá em 2.600 rpm. Com mais força em baixas rotações, a S10 exige
menos trocas de marchas, o que torna sua condução mais ágil.

Os números do modelo da Ford a colocam entre suas concorrentes. Com 137 cv a5.050 rpm e 21,2 mkgf de torque a 3.750 rpm, o motor 2.3 16V também agradabastante na cidade. Segundo a Ford, o propulsor fornece 90% do torque entre2.000 rpm e 5.050 rpm, o que deixa a Ranger esperta em uma ampla faixa derotações.

Consumo. O consumo de combustível também mostrou equilíbrio. A picape daFord obteve a melhor média, com 7,9 km/l na cidade. Hilux e S10 empataram em7,5 km/l. Na estrada, segundo as montadoras, o consumo fica em 10,6 km/l
para a Ranger e 10,2 km/l para a S10. A Toyota não divulga dados de consumo.Mesmo com os diferentes níveis de potência e torque, o desempenho daspicapes é muito próximo, pendendo um pouco mais para a S10 na cidade e para
a Hilux na estrada. Se tem bom motor para andar na cidade, por outro lado omodelo da Chevrolet deixa a desejar no quesito câmbio. As relações de marchaestão bem escalonadas, mas os engates poderiam ser menos duros, como ocorrena Ranger. Já o câmbio da Hilux é tão suave que lembra o de um carro depasseio.

Outro ponto que afeta diretamente a dirigibilidade e a paciência de quemestá dirigindo é a suspensão. A Toyota é a mais suave das três, mas o queera para oferecer conforto acaba proporcionando a sensação contrária, pois a
picape é a que mais pula quando passa por irregularidades no piso.É aí que a Ranger se destaca. Mais durinha, a picape Ford acaba superandosuas rivais por ser mais estável, mesmo em ruas esburacadas. Para quemprefere o meio termo, a S10 é a mais indicada. O modelo pula menos que aHilux e é mais confortável que a Ranger.

No quesito freios, apenas Ford Ranger e Chevrolet S10 oferecem sistemaantitravamento ABS (nas rodas traseiras) de série. Já na Toyota Hilux, só aversão SRV, a avaliada, oferece o equipamento.

Arrancar em subidas nem sempre é muito fácil. Nos carros de passeio (comcâmbio mecânico), basta puxar a alavanca do freio de estacionamento, bem aoalcance da mão direita, acelerar e partir. Nas picapes, não é tão simples.Ranger e S10 obrigam o condutor a pisar no pequeno pedal do freio deestacionamento, à esquerda, a acelerar e a inclinar o corpo para alcançar aalavanca que libera o freio para só então partir. Na Hilux, o freio de estacionamento é acionado e liberado por meio de uma alavanca alojada pouco abaixo do painel, bem ao alcance da mão direita.

Por dentro, as três picapes oferecem bom espaço. O acabamento dos modelos é simples, mas de boa qualidade. Quanto ao conforto, aS10 se mostrou melhor que suas rivais. Essa qualidade é reforçada pela direção hidráulica, item comum a todas. Porém, a Hilux é a que esterça mais, o que economiza manobras em espaços menores.

Equipamentos como ar-condicionado e trio elétrico, opcionais naS10 e na Ranger, são itens de série na Hilux SRV.

Nos três modelos, os comandos de vidros, travas e retrovisores estão localizados no apoio para o braço esquerdo do motorista, mas só na S10 eles possuem pontos luminosos; na Hilux, apenas a tecla que comanda a abertura do vidro do condutor é iluminada. Já a Ranger não conta com iluminação, o que obriga o motorista a ficar tateando para encontrar (à noite) a tecla que quer acionar – não disponível nem como opcional para a picape da Ford, o trio elétrico pode ser instalado por um concessionário a pedido do proprietário. No painel, somente a picape S10 não trazia conta-giros, item opcional neste modelo, e de série em Ranger e Hilux.

Outro equipamento opcional na Chevrolet S10 são as bolsas infláveis para motorista e passageiro. Na Hilux e na Ranger (equipamento instalado apenas sob encomenda), o item só é disponível para o condutor.

Banco traseiro. Com cabine dupla e amplas portas traseiras, o acesso ao banco traseiro dos modelos também é bom. O problema é que eles não são tão confortáveis quanto os da frente, o que acaba cansando os passageiros em percursos mais longos.

Se não houver ninguém atrás, o espaço pode ser ocupado por malas ou outros objetos que o condutor não queira levar na caçamba. Nesse ponto, a Hilux leva mais uma vantagem em relação às outras, pois pode ter o encosto do banco traseiro rebatido. Apesar de ser um item fundamental para a segurança dos passageiros em caso de colisão traseira, a Ranger avaliada não trazia encostos de cabeça no banco de trás.

Embora as versões 4×2 a gasolina sejam mais utilizadas na cidade, ou seja, a maioria não é utilizada para transporte de cargas, a Hilux leva vantagem por comportar maior peso na caçamba: 1.225 kg. A S10 comporta até 810 kg, e a Ranger, 730 kg. Nenhum dos modelos oferece protetor de caçamba de série.

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Ainda em 2001, as picapes médias já tinham conquistado algum espaço depois da pioneira Chevrolet S10. O Jornal do Carro de 09/09/2001 trazia um comparativo com as principais representantes do segmento, Toyota Hilux, Ford Ranger e a própria S10, em suas versões com motor a gasolina. Naquela época, as picapes começavam a ganhar as cidades, ainda antes da criação do motor flexível. Veja quem levou a melhor, nas palavras do repórter Igor Thomaz.

Cabine dupla: S10, Hilux ou Ranger?
S10 se mostrou mais confortável que suas rivais. Modelo cabine dupla 4×2 equipado com motor a gasolina leva vantagem sobreChevrolet S10 e Ford Ranger

Com bom espaço interno, conforto e motores potentes, não é fácil escolherentre Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger 4×2 com cabine dupla emotores quatro cilindros a gasolina. O resultado, que determinou levevantagem da Hilux, seguida pela S10 e Ranger, acabou sendo definido nosdetalhes.

O equilíbrio, porém, não se reflete nos preços. O modelo da Toyota na versãotopo de linha SRV custa R$ 49.913,00 (a básica sai por a partir de R$35.963,00), a S10 fica entre R$ 35.054,00 e R$ 44.729,00 e a Ranger XL apartir de R$ 39.340,00 (com opcionais, até R$ 44.107,00).

A picape da Toyota, reestilizada, oferece motorização de maior cilindrada edirigibilidade muito parecida à de um carro de passeio. Seu propulsor 2.716V desenvolve 142 cv de potência a 4.800 rpm e 23,2 mkgf de torque máximo a4.000 rpm, valores maiores que os de suas rivais. Porém, como o torquemáximo é atingido em rotações elevadas, o desempenho acaba ficando parecidocom o da Ranger e da S10. Na estrada, a Hilux também agrada.

Já a picape da GM, com motor 2.4 oito-válvulas, é a que oferece a menorpotência. São 128 cv a 4.800 rpm, mas a vantagem está no torque de 21,9mkgf, que se dá em 2.600 rpm. Com mais força em baixas rotações, a S10 exige
menos trocas de marchas, o que torna sua condução mais ágil.

Os números do modelo da Ford a colocam entre suas concorrentes. Com 137 cv a5.050 rpm e 21,2 mkgf de torque a 3.750 rpm, o motor 2.3 16V também agradabastante na cidade. Segundo a Ford, o propulsor fornece 90% do torque entre2.000 rpm e 5.050 rpm, o que deixa a Ranger esperta em uma ampla faixa derotações.

Consumo. O consumo de combustível também mostrou equilíbrio. A picape daFord obteve a melhor média, com 7,9 km/l na cidade. Hilux e S10 empataram em7,5 km/l. Na estrada, segundo as montadoras, o consumo fica em 10,6 km/l
para a Ranger e 10,2 km/l para a S10. A Toyota não divulga dados de consumo.Mesmo com os diferentes níveis de potência e torque, o desempenho daspicapes é muito próximo, pendendo um pouco mais para a S10 na cidade e para
a Hilux na estrada. Se tem bom motor para andar na cidade, por outro lado omodelo da Chevrolet deixa a desejar no quesito câmbio. As relações de marchaestão bem escalonadas, mas os engates poderiam ser menos duros, como ocorrena Ranger. Já o câmbio da Hilux é tão suave que lembra o de um carro depasseio.

Outro ponto que afeta diretamente a dirigibilidade e a paciência de quemestá dirigindo é a suspensão. A Toyota é a mais suave das três, mas o queera para oferecer conforto acaba proporcionando a sensação contrária, pois a
picape é a que mais pula quando passa por irregularidades no piso.É aí que a Ranger se destaca. Mais durinha, a picape Ford acaba superandosuas rivais por ser mais estável, mesmo em ruas esburacadas. Para quemprefere o meio termo, a S10 é a mais indicada. O modelo pula menos que aHilux e é mais confortável que a Ranger.

No quesito freios, apenas Ford Ranger e Chevrolet S10 oferecem sistemaantitravamento ABS (nas rodas traseiras) de série. Já na Toyota Hilux, só aversão SRV, a avaliada, oferece o equipamento.

Arrancar em subidas nem sempre é muito fácil. Nos carros de passeio (comcâmbio mecânico), basta puxar a alavanca do freio de estacionamento, bem aoalcance da mão direita, acelerar e partir. Nas picapes, não é tão simples.Ranger e S10 obrigam o condutor a pisar no pequeno pedal do freio deestacionamento, à esquerda, a acelerar e a inclinar o corpo para alcançar aalavanca que libera o freio para só então partir. Na Hilux, o freio de estacionamento é acionado e liberado por meio de uma alavanca alojada pouco abaixo do painel, bem ao alcance da mão direita.

Por dentro, as três picapes oferecem bom espaço. O acabamento dos modelos é simples, mas de boa qualidade. Quanto ao conforto, aS10 se mostrou melhor que suas rivais. Essa qualidade é reforçada pela direção hidráulica, item comum a todas. Porém, a Hilux é a que esterça mais, o que economiza manobras em espaços menores.

Equipamentos como ar-condicionado e trio elétrico, opcionais naS10 e na Ranger, são itens de série na Hilux SRV.

Nos três modelos, os comandos de vidros, travas e retrovisores estão localizados no apoio para o braço esquerdo do motorista, mas só na S10 eles possuem pontos luminosos; na Hilux, apenas a tecla que comanda a abertura do vidro do condutor é iluminada. Já a Ranger não conta com iluminação, o que obriga o motorista a ficar tateando para encontrar (à noite) a tecla que quer acionar – não disponível nem como opcional para a picape da Ford, o trio elétrico pode ser instalado por um concessionário a pedido do proprietário. No painel, somente a picape S10 não trazia conta-giros, item opcional neste modelo, e de série em Ranger e Hilux.

Outro equipamento opcional na Chevrolet S10 são as bolsas infláveis para motorista e passageiro. Na Hilux e na Ranger (equipamento instalado apenas sob encomenda), o item só é disponível para o condutor.

Banco traseiro. Com cabine dupla e amplas portas traseiras, o acesso ao banco traseiro dos modelos também é bom. O problema é que eles não são tão confortáveis quanto os da frente, o que acaba cansando os passageiros em percursos mais longos.

Se não houver ninguém atrás, o espaço pode ser ocupado por malas ou outros objetos que o condutor não queira levar na caçamba. Nesse ponto, a Hilux leva mais uma vantagem em relação às outras, pois pode ter o encosto do banco traseiro rebatido. Apesar de ser um item fundamental para a segurança dos passageiros em caso de colisão traseira, a Ranger avaliada não trazia encostos de cabeça no banco de trás.

Embora as versões 4×2 a gasolina sejam mais utilizadas na cidade, ou seja, a maioria não é utilizada para transporte de cargas, a Hilux leva vantagem por comportar maior peso na caçamba: 1.225 kg. A S10 comporta até 810 kg, e a Ranger, 730 kg. Nenhum dos modelos oferece protetor de caçamba de série.

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Fonte: Estadão