Peugeot 308 encara Ford Focus

Peugeot 308 encara Ford Focus

02/06/2022
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Enquanto a nova geração do 308 não chega ao País, a Peugeot precisa se virar com a atual, que acaba de passar por uma reestilização discreta para se manter próxima do restante da linha da montadora, que tem os mais modernos 208 e 2008. A vantagem do hatch médio é o preço competitivo. E, para saber se ele vale a pena, o colocamos diante do líder do segmento, o Ford Focus. Renovado recentemente, ele é também uma das referências em tecnologia dessa categoria.

O comparativo foi ante a versão de topo do 308, Griffe THP. Por R$ 82.990, ela sai bem mais em conta que o Focus Titanium – que nem é o mais equipado da linha -, a R$ 88.900. Porém, mesmo com tabela quase R$ 6 mil mais baixa, o Peugeot – que, como o Ford, é feito na Argentina – não conseguiu superar o concorrente.

O Focus é superior em todos os quesitos relacionados ao comportamento dinâmico (veja quadro na próxima página). Nesse aspecto, o Peugeot não decepciona, mas não tem o mesmo nível do rival.O duelo, porém, foi apertado. Além do preço, o 308 tem ótimo conjunto mecânico.

Na prática.O Ford transmite mais segurança e dá ao motorista uma boa dose de diversão em estradas sinuosas. Sua direção é mais precisa e rápida, e é possível saber exatamente o que se passa sob as rodas dianteiras.

A suspensão tem comportamento irrepreensível, principalmente nas estradas. O carro é estável em alta velocidade, e firme em curvas. Isso sem abrir mão do conforto.

O 308 contra-ataca com o competente 1.6 turbo, agora flexível, com até 173 cv. São 5 cv a menos que o 2.0 com injeção direta do Ford, mas o motor do Peugeot se sobressai no torque: 24,5 mkgf a 1.500 rotações, ante 22,5 mkgf do Focus, e que só aparecem a 4.500 rpm.

Mesmo sendo muito baixo, o Focus surpreende: não raspa em valetas e lombadas. Porém, passa sensação de mais fragilidade que o Peugeot, que, mais alto, é capaz de encarar pisos ruins com maior valentia.

O Focus mostra mais modernidade por dentro. O 308 ganhou central multimídia muito mais fácil de usar que a antiga. Mas o My Ford Touch é capaz de chamar os serviços de emergência em caso de acidente. O interior do 308 tem dificuldades em esconder a idade do projeto – ele começou a ser vendido aqui em 2012, mas existe na Europa desde 2007.

OPINIÃO

Hatches médiose o dilema entre custo e tamanho

Hatches médios são a opção perfeita para quem procura um carro espaçoso, prático e com um ar menos sisudo que o de um sedã. Líderes de venda na Europa, por aqui eles “patinam” justamente por não serem tão mais baratos que seus “irmãos” de três volumes, o que é uma desvantagem na cultura do “carro a metro”.

Mas isso não desmerece suas qualidades. Aqui temos o Focus, uma das referências no segmento, gostoso de dirigir, interessante de olhar e alinhado com o que há de melhor na Europa, junto ao 308, que esteve na crista da onda… em 2012.É inegável que o Peugeot é competente, mas diante da modernidade do Focus, fica difícil competir. Na verdade, o único que faz frente ao Ford é o Volkswagen Golf, que padece ainda mais do mal que atende pelo nome de preços inflacionados.

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Enquanto a nova geração do 308 não chega ao País, a Peugeot precisa se virar com a atual, que acaba de passar por uma reestilização discreta para se manter próxima do restante da linha da montadora, que tem os mais modernos 208 e 2008. A vantagem do hatch médio é o preço competitivo. E, para saber se ele vale a pena, o colocamos diante do líder do segmento, o Ford Focus. Renovado recentemente, ele é também uma das referências em tecnologia dessa categoria.

O comparativo foi ante a versão de topo do 308, Griffe THP. Por R$ 82.990, ela sai bem mais em conta que o Focus Titanium – que nem é o mais equipado da linha -, a R$ 88.900. Porém, mesmo com tabela quase R$ 6 mil mais baixa, o Peugeot – que, como o Ford, é feito na Argentina – não conseguiu superar o concorrente.

O Focus é superior em todos os quesitos relacionados ao comportamento dinâmico (veja quadro na próxima página). Nesse aspecto, o Peugeot não decepciona, mas não tem o mesmo nível do rival.O duelo, porém, foi apertado. Além do preço, o 308 tem ótimo conjunto mecânico.

Na prática.O Ford transmite mais segurança e dá ao motorista uma boa dose de diversão em estradas sinuosas. Sua direção é mais precisa e rápida, e é possível saber exatamente o que se passa sob as rodas dianteiras.

A suspensão tem comportamento irrepreensível, principalmente nas estradas. O carro é estável em alta velocidade, e firme em curvas. Isso sem abrir mão do conforto.

O 308 contra-ataca com o competente 1.6 turbo, agora flexível, com até 173 cv. São 5 cv a menos que o 2.0 com injeção direta do Ford, mas o motor do Peugeot se sobressai no torque: 24,5 mkgf a 1.500 rotações, ante 22,5 mkgf do Focus, e que só aparecem a 4.500 rpm.

Mesmo sendo muito baixo, o Focus surpreende: não raspa em valetas e lombadas. Porém, passa sensação de mais fragilidade que o Peugeot, que, mais alto, é capaz de encarar pisos ruins com maior valentia.

O Focus mostra mais modernidade por dentro. O 308 ganhou central multimídia muito mais fácil de usar que a antiga. Mas o My Ford Touch é capaz de chamar os serviços de emergência em caso de acidente. O interior do 308 tem dificuldades em esconder a idade do projeto – ele começou a ser vendido aqui em 2012, mas existe na Europa desde 2007.

OPINIÃO

Hatches médiose o dilema entre custo e tamanho

Hatches médios são a opção perfeita para quem procura um carro espaçoso, prático e com um ar menos sisudo que o de um sedã. Líderes de venda na Europa, por aqui eles “patinam” justamente por não serem tão mais baratos que seus “irmãos” de três volumes, o que é uma desvantagem na cultura do “carro a metro”.

Mas isso não desmerece suas qualidades. Aqui temos o Focus, uma das referências no segmento, gostoso de dirigir, interessante de olhar e alinhado com o que há de melhor na Europa, junto ao 308, que esteve na crista da onda… em 2012.É inegável que o Peugeot é competente, mas diante da modernidade do Focus, fica difícil competir. Na verdade, o único que faz frente ao Ford é o Volkswagen Golf, que padece ainda mais do mal que atende pelo nome de preços inflacionados.

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Fonte: Estadão