Para-brisa laminado funciona como um escudo protetor da cabine

Para-brisa laminado funciona como um escudo protetor da cabine

02/06/2022
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O para-brisa laminado é um item muito importante nos carros, e um dos aparatos de segurança de maior sucesso da história do automóvel. Com tanta fama assim, nem parece que ele foi inventado ao acaso.

Como toda superinvenção, o para-brisa laminado é conceitualmente simples. Basicamente um “sanduíche” de vidros com um filme plástico adesivo entre eles para que, em caso de quebra, os fragmentos fiquem presos a ele. E não indo em direção aos ocupantes como lâminas voadoras.

O curioso é que a ideia que levou à sua criação partiu da união entre um incidente, um acidente e uma feliz coincidência. Reza a lenda que, em 1903, em seu laboratório, o químico francês Édouard Bénédictus deixou cair um recipiente de vidro no qual havia utilizado nitrato de celulose. O químico, então, estendeu algumas folhas de jornal no chão, preparando-se para embrulhar o recipiente quebrado.

Mas a imagem estampada no papel de pessoas com o rosto sangrando após um acidente de carro lhe chamou a atenção. Quando foi juntar os cacos, no entanto, Édouard Bénédictus notou que o frasco, apesar de quebrado, permanecia com seu formato original. Uma vez que o resíduo de nitrato de celulose ressecado nas paredes internas havia criado uma película adesiva. Foi assim que o químico teve a ideia da aplicação automotiva do que viria a ser o para-brisa laminado.

A popularização inicial do vidro laminado, porém, ocorreu com a indústria bélica. Durante a Primeira Guerra Mundial, ele foi aplicado em máscaras antigás. Elas eram utilizadas nos campos de batalha e não podiam quebrar com facilidade. Se isso acontecesse, não deveriam projetar estilhaços contra os olhos dos soldados.

O Jornal do Carro está no Youtube

Mas foi em 1930, com a invenção do plástico polivinil butiral (PVB), um polímero que não não amarelava e tinha elevados níveis de resistência mecânica e adesividade, que o para-brisa laminado ganhou força. Em 1.940, praticamente todos os carros dos principais mercados (entenda-os como dos Estados Unidos e Europa) saíam de fábrica com o equipamento.

Desde então, o conceito do vidro laminado mudou pouco. O que não quer dizer que ele tenha parado no tempo ? muito pelo contrário. Os materiais aplicados nos para-brisas atuais evoluíram demais. Perderam peso, ganharam mais resistência e transparência, incorporaram outras tecnologias.

O para-brisa laminado é um item muito importante nos carros, e um dos aparatos de segurança de maior sucesso da história do automóvel. Com tanta fama assim, nem parece que ele foi inventado ao acaso.

Como toda superinvenção, o para-brisa laminado é conceitualmente simples. Basicamente um “sanduíche” de vidros com um filme plástico adesivo entre eles para que, em caso de quebra, os fragmentos fiquem presos a ele. E não indo em direção aos ocupantes como lâminas voadoras.

O curioso é que a ideia que levou à sua criação partiu da união entre um incidente, um acidente e uma feliz coincidência. Reza a lenda que, em 1903, em seu laboratório, o químico francês Édouard Bénédictus deixou cair um recipiente de vidro no qual havia utilizado nitrato de celulose. O químico, então, estendeu algumas folhas de jornal no chão, preparando-se para embrulhar o recipiente quebrado.

Mas a imagem estampada no papel de pessoas com o rosto sangrando após um acidente de carro lhe chamou a atenção. Quando foi juntar os cacos, no entanto, Édouard Bénédictus notou que o frasco, apesar de quebrado, permanecia com seu formato original. Uma vez que o resíduo de nitrato de celulose ressecado nas paredes internas havia criado uma película adesiva. Foi assim que o químico teve a ideia da aplicação automotiva do que viria a ser o para-brisa laminado.

A popularização inicial do vidro laminado, porém, ocorreu com a indústria bélica. Durante a Primeira Guerra Mundial, ele foi aplicado em máscaras antigás. Elas eram utilizadas nos campos de batalha e não podiam quebrar com facilidade. Se isso acontecesse, não deveriam projetar estilhaços contra os olhos dos soldados.

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Mas foi em 1930, com a invenção do plástico polivinil butiral (PVB), um polímero que não não amarelava e tinha elevados níveis de resistência mecânica e adesividade, que o para-brisa laminado ganhou força. Em 1.940, praticamente todos os carros dos principais mercados (entenda-os como dos Estados Unidos e Europa) saíam de fábrica com o equipamento.

Desde então, o conceito do vidro laminado mudou pouco. O que não quer dizer que ele tenha parado no tempo ? muito pelo contrário. Os materiais aplicados nos para-brisas atuais evoluíram demais. Perderam peso, ganharam mais resistência e transparência, incorporaram outras tecnologias.

Fonte: Estadão