Novato March vence Palio

Novato March vence Palio

02/06/2022
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RAFAELA BORGES

Itens de série e dirigibilidade. Foram esses os fatores que determinaram a vitória do Nissan March 1.6 SV sobre o Fiat Palio 1.6 Essence. Os dois hatches compactos foram lançados no fim do ano passado. O primeiro, inédito, vem do México. O outro mudou de geração pela primeira vez desde o seu lançamento no Brasil, em 1996.

O March parte de R$ 37.900 na versão SV, intermediária com motor 1.6 e avaliada pelo JC. Menos equipada, a opção S tem tabela a partir de R$ 35.890. O Palio Essence 1.6 é mais caro – começa em R$ 38.350 – e para equiparar-se ao Nissan no nível de equipamentos passa a R$ 42.500.

Embora o motor de 16 válvulas do Palio seja mais potente que o do March, com até 117 cv, ante 111 cv (também 16V), os comportamentos se equivalem.

O Nissan é mais leve e tem câmbio com diferencial curto, fatores que contribuem para suas ótimas retomadas de velocidade.

Nesta nova geração, o Palio está mais à mão do motorista, com suspensão menos molenga que antes. Mas a dirigibilidade do March é superior graças à direção elétrica, que vai ficando mais pesada à medida que a velocidade aumenta.

Na posição de guiar, os dois pecam. Os ajustes do encosto do banco por alavanca são mal localizados em ambos e dificultam a tarefa de encontrar a posição ideal de guiar. Os volantes são ajustáveis somente em altura (item de série). Já no revestimento acústico o modelo da Fiat é melhor que o rival.

Peças do Fiat são mais caras
Diante do March, o Palio fica em desvantagem na hora da manutenção. A maioria de suas peças de reposição custa o dobro das do Nissan, conforme pesquisa feita pelo InformEstado. Já o seguro do Fiat é um pouco mais em conta.

O Nissan é 9 centímetros menor que o concorrente, mas os espaços internos se equivalem. Ambos são apertados e ideais para transportar, no banco traseiro, dois adultos com estatura média, no máximo.

O Fiat leva vantagem de 15 litros no volume do porta-malas. Mas abrir a tampa do compartimento é difícil, já que não há alavancas nem relevos na carroceria para ajudar a impulsionar o componente para cima.

Internamente, o acabamento do Palio é melhor, embora alguns detalhes do revestimento sejam “polêmicos” e um tanto exagerados – devem agradar mais os clientes jovens. O March rebate com a lista de equipamentos de série: em comum com o Fiat há direção assistida (hidráulica no hatch mineiro e elétrica no modelo mexicano), ar-condicionado, travas e vidros dianteiros elétricos, computador de bordo e banco do motorista com ajuste de altura.

Só o Nissan traz rodas de liga leve, air bags frontais para motorista e passageiro e vidros traseiros elétricos. No Palio, esses itens são opcionais.

Por falar em lista de extras, nisso o Palio se destaca. O único opcional do March é a pintura metálica (R$ 720). O Fiat vai melhor no quesito segurança ao oferecer ABS (R$ 1.750, em pacote) e air bags laterais (R$ 1.421). O Nissan não traz esses dispositivos.

No March, de série há rádio com tocas CDs e MP3 e entrada auxiliar. No Palio opta-se por um sistema de som semelhante ou um multimídia, com entrada para diversos tocadores digitais.

RAFAELA BORGES

Itens de série e dirigibilidade. Foram esses os fatores que determinaram a vitória do Nissan March 1.6 SV sobre o Fiat Palio 1.6 Essence. Os dois hatches compactos foram lançados no fim do ano passado. O primeiro, inédito, vem do México. O outro mudou de geração pela primeira vez desde o seu lançamento no Brasil, em 1996.

O March parte de R$ 37.900 na versão SV, intermediária com motor 1.6 e avaliada pelo JC. Menos equipada, a opção S tem tabela a partir de R$ 35.890. O Palio Essence 1.6 é mais caro – começa em R$ 38.350 – e para equiparar-se ao Nissan no nível de equipamentos passa a R$ 42.500.

Embora o motor de 16 válvulas do Palio seja mais potente que o do March, com até 117 cv, ante 111 cv (também 16V), os comportamentos se equivalem.

O Nissan é mais leve e tem câmbio com diferencial curto, fatores que contribuem para suas ótimas retomadas de velocidade.

Nesta nova geração, o Palio está mais à mão do motorista, com suspensão menos molenga que antes. Mas a dirigibilidade do March é superior graças à direção elétrica, que vai ficando mais pesada à medida que a velocidade aumenta.

Na posição de guiar, os dois pecam. Os ajustes do encosto do banco por alavanca são mal localizados em ambos e dificultam a tarefa de encontrar a posição ideal de guiar. Os volantes são ajustáveis somente em altura (item de série). Já no revestimento acústico o modelo da Fiat é melhor que o rival.

Peças do Fiat são mais caras
Diante do March, o Palio fica em desvantagem na hora da manutenção. A maioria de suas peças de reposição custa o dobro das do Nissan, conforme pesquisa feita pelo InformEstado. Já o seguro do Fiat é um pouco mais em conta.

O Nissan é 9 centímetros menor que o concorrente, mas os espaços internos se equivalem. Ambos são apertados e ideais para transportar, no banco traseiro, dois adultos com estatura média, no máximo.

O Fiat leva vantagem de 15 litros no volume do porta-malas. Mas abrir a tampa do compartimento é difícil, já que não há alavancas nem relevos na carroceria para ajudar a impulsionar o componente para cima.

Internamente, o acabamento do Palio é melhor, embora alguns detalhes do revestimento sejam “polêmicos” e um tanto exagerados – devem agradar mais os clientes jovens. O March rebate com a lista de equipamentos de série: em comum com o Fiat há direção assistida (hidráulica no hatch mineiro e elétrica no modelo mexicano), ar-condicionado, travas e vidros dianteiros elétricos, computador de bordo e banco do motorista com ajuste de altura.

Só o Nissan traz rodas de liga leve, air bags frontais para motorista e passageiro e vidros traseiros elétricos. No Palio, esses itens são opcionais.

Por falar em lista de extras, nisso o Palio se destaca. O único opcional do March é a pintura metálica (R$ 720). O Fiat vai melhor no quesito segurança ao oferecer ABS (R$ 1.750, em pacote) e air bags laterais (R$ 1.421). O Nissan não traz esses dispositivos.

No March, de série há rádio com tocas CDs e MP3 e entrada auxiliar. No Palio opta-se por um sistema de som semelhante ou um multimídia, com entrada para diversos tocadores digitais.

Fonte: Estadão