Jaguar XE chama Mercedes C 250 para briga

Jaguar XE chama Mercedes C 250 para briga

02/06/2022
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C 250 é mais divertido e XE, confortável

O XE chegou para colocar a Jaguar em uma briga mais acirrada com as três marcas de luxo alemãs. Com forte apelo visual, é um carro que chama a atenção por onde passa e, agora, desafia o modelo mais vendido do segmento, o Mercedes-Benz Classe C. O germânico comparece a este comparativo na versão C 250 Sport, a mais cara entre as “normais” – já que há também a preparada C 63 AMG. O preço é de R$ 201.900 e motor, 2.0 turbo de 211 cv, ante os 240 cv entregues pelo propulsor também de 2 litros do sedã inglês, cuja tabela parte de R$ 169.900.

Apesar do preço inicial menor, a versão do XE com o mesmo nível de equipamentos do C 250 é a R Sport, a R$ 199.900. Assim, em preço e conteúdo, as notas foram equivalentes. Na hora de acelerar, os modelos também têm respostas com o mesmo grau de eficiência. O que decidiu o duelo a favor do Jaguar foi, principalmente, sua aparência, tanto externa quanto interna.

O carro inglês é mais bonito e bem resolvido que o Mercedes e, por dentro, passa uma impressão bem melhor. A versão R Sport tem couro de qualidade superior e cores vivas, que deixam a cabine agradável. Além disso, seu sistema multimídia é mais intuitivo, com tela de 8 polegadas sensível ao toque.

Por falar em monitor, o da Mercedes, também com 8”, depõe contra o aspecto geral da cabine. Parece um tablet mal adaptado. Em contrapartida, há detalhes clássicos, como a madeira trabalhada e o relógio analógico no painel central, e esportivos, como o alumínio no volante, que causam excelente impressão.

Há alguns equipamentos do Jaguar que não estão disponíveis no Mercedes e fazem o britânico se sair melhor em aspectos como conforto e ergonomia. O ajuste de altura e profundidade do volante é elétrico, bem como o freio de estacionamento e o fechamento do porta-malas.

No C 250 Sport, em contrapartida, há algumas soluções que geram certo desconforto. Entre elas, a alavanca do câmbio na coluna de direção, apesar de liberar espaço no console central, gera certa confusão ao motorista na hora do manuseio. Os ajustes do banco elétrico, na porta, também não são muito bem localizados, mas o condutor se habitua a eles após alguns dias de uso.

O espaço interno dos carros é bom. Dois adultos ficam bem acomodados atrás. Já a posição do meio do banco traseiro é melhor para crianças.Entre os itens de série, ambos trazem start/stop, ar-condicionado com duas zonas de temperatura, sistema multimídia com navegador GPS, faróis de LEDs, sete air bags e controlador de velocidade de cruzeiro adaptativo. Os dois modelos têm, ainda, câmera de estacionamento traseira.
Porém, somente o Mercedes traz o assistente às manobras de estacionamento.

C 250 é mais divertido e XE, confortável

Na hora de acelerar, os dois modelos têm respostas muito boas ao pedal do acelerador. Apesar de o Jaguar ser mais potente, o Mercedes entrega torque levemente superior e em rotação um pouco mais baixa. São 35,7 mkgf a 1.200 rpm, ante os 34,6 mkgf a 1.750 do XE.

Por isso, ambos cravam a marca de 0 a 100 km/h em tempos parecidos – 6,6 segundos para o C 250 e 6,9 segundos para o Jaguar, de acordo com dados das respectivas fabricantes -, além de mostrarem respostas ágeis em retomadas de velocidade com o motor tanto em baixa quanto em alta rotação. Os câmbios automáticos – sete marchas no do Mercedes-Benz e oito no do XE – proporcionam trocas rápidas e suaves.

As semelhanças param por aí; é a suspensão que diferencia mais os comportamentos dos dois carros – que têm tração traseira. A do C 250 Sport tem um ajuste mais duro, deixando o sedã bem estável e divertido. As respostas da direção elétrica são excelentes, bastante precisas. Essa combinação dá desenvoltura e rapidez ao carro na hora de fazer curvas e em mudanças bruscas de trajetória.

Nesse quesito, o Jaguar é um pouco mais anestesiado – e mais auxiliado por sistemas eletrônicos que corrigem a trajetória das rodas. A pegada do carro inglês é mais voltada ao conforto e sua suspensão, mais mole que a do rival.
Não que o XE não seja divertido. O Mercedes, porém, é mais. Em contrapartida, a suspensão do Jaguar absorve melhor os impactos com o solo.Quanto ao preço do seguro, as cotações são semelhantes.

OPINIÃO:

Um íconebritânico depuro requinte

Eu sou grande fã dos carros alemães, mas, quando o assunto é design, é difícil derrotar um modelo britânico. Os ingleses sabem como criar um automóvel de arrancar suspiros. E, no caso da Jaguar, além do belíssimo visual, existe uma aura de sofisticação: a impressão de que o produto é o suprassumo do luxo.

A Jaguar é, de fato, uma montadora de carros muito requintados. O XE, porém, é sua tentativa de ganhar participação de mercado, concorrendo com os modelos mais vendidos das marcas alemãs no mundo – Classe C, BMW Série 3 e Audi A4. Trata-se do primeiro produto da história da marca inglesa a fazer parte desse segmento. No entanto, pelo menos nesses primeiros meses, é bem possível que o público pense que o XE é um modelo de categoria superior. Afinal, ele é um Jaguar.

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C 250 é mais divertido e XE, confortável

O XE chegou para colocar a Jaguar em uma briga mais acirrada com as três marcas de luxo alemãs. Com forte apelo visual, é um carro que chama a atenção por onde passa e, agora, desafia o modelo mais vendido do segmento, o Mercedes-Benz Classe C. O germânico comparece a este comparativo na versão C 250 Sport, a mais cara entre as “normais” – já que há também a preparada C 63 AMG. O preço é de R$ 201.900 e motor, 2.0 turbo de 211 cv, ante os 240 cv entregues pelo propulsor também de 2 litros do sedã inglês, cuja tabela parte de R$ 169.900.

Apesar do preço inicial menor, a versão do XE com o mesmo nível de equipamentos do C 250 é a R Sport, a R$ 199.900. Assim, em preço e conteúdo, as notas foram equivalentes. Na hora de acelerar, os modelos também têm respostas com o mesmo grau de eficiência. O que decidiu o duelo a favor do Jaguar foi, principalmente, sua aparência, tanto externa quanto interna.

O carro inglês é mais bonito e bem resolvido que o Mercedes e, por dentro, passa uma impressão bem melhor. A versão R Sport tem couro de qualidade superior e cores vivas, que deixam a cabine agradável. Além disso, seu sistema multimídia é mais intuitivo, com tela de 8 polegadas sensível ao toque.

Por falar em monitor, o da Mercedes, também com 8”, depõe contra o aspecto geral da cabine. Parece um tablet mal adaptado. Em contrapartida, há detalhes clássicos, como a madeira trabalhada e o relógio analógico no painel central, e esportivos, como o alumínio no volante, que causam excelente impressão.

Há alguns equipamentos do Jaguar que não estão disponíveis no Mercedes e fazem o britânico se sair melhor em aspectos como conforto e ergonomia. O ajuste de altura e profundidade do volante é elétrico, bem como o freio de estacionamento e o fechamento do porta-malas.

No C 250 Sport, em contrapartida, há algumas soluções que geram certo desconforto. Entre elas, a alavanca do câmbio na coluna de direção, apesar de liberar espaço no console central, gera certa confusão ao motorista na hora do manuseio. Os ajustes do banco elétrico, na porta, também não são muito bem localizados, mas o condutor se habitua a eles após alguns dias de uso.

O espaço interno dos carros é bom. Dois adultos ficam bem acomodados atrás. Já a posição do meio do banco traseiro é melhor para crianças.Entre os itens de série, ambos trazem start/stop, ar-condicionado com duas zonas de temperatura, sistema multimídia com navegador GPS, faróis de LEDs, sete air bags e controlador de velocidade de cruzeiro adaptativo. Os dois modelos têm, ainda, câmera de estacionamento traseira.
Porém, somente o Mercedes traz o assistente às manobras de estacionamento.

C 250 é mais divertido e XE, confortável

Na hora de acelerar, os dois modelos têm respostas muito boas ao pedal do acelerador. Apesar de o Jaguar ser mais potente, o Mercedes entrega torque levemente superior e em rotação um pouco mais baixa. São 35,7 mkgf a 1.200 rpm, ante os 34,6 mkgf a 1.750 do XE.

Por isso, ambos cravam a marca de 0 a 100 km/h em tempos parecidos – 6,6 segundos para o C 250 e 6,9 segundos para o Jaguar, de acordo com dados das respectivas fabricantes -, além de mostrarem respostas ágeis em retomadas de velocidade com o motor tanto em baixa quanto em alta rotação. Os câmbios automáticos – sete marchas no do Mercedes-Benz e oito no do XE – proporcionam trocas rápidas e suaves.

As semelhanças param por aí; é a suspensão que diferencia mais os comportamentos dos dois carros – que têm tração traseira. A do C 250 Sport tem um ajuste mais duro, deixando o sedã bem estável e divertido. As respostas da direção elétrica são excelentes, bastante precisas. Essa combinação dá desenvoltura e rapidez ao carro na hora de fazer curvas e em mudanças bruscas de trajetória.

Nesse quesito, o Jaguar é um pouco mais anestesiado – e mais auxiliado por sistemas eletrônicos que corrigem a trajetória das rodas. A pegada do carro inglês é mais voltada ao conforto e sua suspensão, mais mole que a do rival.
Não que o XE não seja divertido. O Mercedes, porém, é mais. Em contrapartida, a suspensão do Jaguar absorve melhor os impactos com o solo.Quanto ao preço do seguro, as cotações são semelhantes.

OPINIÃO:

Um íconebritânico depuro requinte

Eu sou grande fã dos carros alemães, mas, quando o assunto é design, é difícil derrotar um modelo britânico. Os ingleses sabem como criar um automóvel de arrancar suspiros. E, no caso da Jaguar, além do belíssimo visual, existe uma aura de sofisticação: a impressão de que o produto é o suprassumo do luxo.

A Jaguar é, de fato, uma montadora de carros muito requintados. O XE, porém, é sua tentativa de ganhar participação de mercado, concorrendo com os modelos mais vendidos das marcas alemãs no mundo – Classe C, BMW Série 3 e Audi A4. Trata-se do primeiro produto da história da marca inglesa a fazer parte desse segmento. No entanto, pelo menos nesses primeiros meses, é bem possível que o público pense que o XE é um modelo de categoria superior. Afinal, ele é um Jaguar.

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Fonte: Estadão