Cobalt e HB20S: para famílias modernas

Cobalt e HB20S: para famílias modernas

02/06/2022
0 Comentários
Ambos têm bons porta-malas, conforto para quatro ocupantes e visual renovado

Os sedãs Cobalt e HB20S acabam de receber atualizações. No Chevrolet, as novidades limitam-se ao visual e equipamentos. No caso do Hyundai, houve mudanças de estilo (como a alteração feita na grade frontal) e mecânicas (adição de câmbio automático de seis marchas). Em ambos, o avanço dos sistemas de conectividade foi grande. Apesar disso, o comparativo entre os compactos nacionais mostra que esses carros ainda têm bom espaço para melhorar.

Na nova versão Elite, o Cobalt tem tabela de R$ 68.990. É um pouco mais que a da opção Premium, de topo, do HB20S, que, por R$ 66.365, inclui bancos de couro e central multimídia.

Com a reestilização na frente e traseira (grade, faróis, capô, para-choques, lanternas e tampa do porta-malas), o Chevrolet ficou bem mais atraente. Ainda assim, não foi páreo para o Hyundai, bem superior no quesito estilo.O visual do HB20S alia modernidade, elegância e agressividade. A maior novidade é a grade ampla, mas também há cromados, luzes diurnas de LEDs e novas lanternas.

O Cobalt ganha do rival quando o assunto é espaço. O Chevrolet tem 25 cm a mais no comprimento, 5 cm na altura e 12 cm na distância entre os eixos. Isso se traduz em áreas maiores para cabeça e pernas de quem viaja no banco de trás. No caso do porta-malas, a vantagem em relação ao Hyundai é de 113 litros, totalizando 563 litros.

Quanto ao motor, o 1.6 16V do HB20S é muito superior ao 1.8 8V do Cobalt. A potência chega a 128 cv (com etanol), 20 cv a mais que a do veterano Chevrolet, que pode gerar até 108 cv.

Os dois têm câmbio automático de seis velocidades, mas ambos mostraram certa lentidão nas retomadas de velocidade. Não há modo esportivo nem redução automática de marchas em descidas, algo importante para auxiliar o freio-motor e evitar desgaste de pastilhas.

Em baixas velocidades, o câmbio do Cobalt dá leves trancos nas passagens, mostrando certa indecisão. Talvez por causa da transmissão, o HB20S não parece ter 20 cv a mais que o rival.

Conforme a Hyundai, o sedã chega a 191 km/h e precisa de 10,6 segundos para ir de 0 a 100 km/h. A Chevrolet divulga máxima de 170 km/h e 10,9 s para o 0 a 100 km/h.O HB20S tem pedal de freio um tanto “borrachudo” (sem firmeza). Por outro lado, sua direção (hidráulica em ambos) é mais precisa que a do modelo da Chevrolet.

Dupla traz boa dose de facilidades eletrônicas

Chevrolet Cobalt e Hyundai HB20S têm atrações que vão além do porta-malas espaçoso e do estilo retocado: os dois trazem boas notícias no campo da conectividade. O Hyundai vem com a nova central blueMedia, opcional na versão Premium. O sistema pode espelhar na tela de sete polegadas do sedã os conteúdos de celulares da Samsung e LG. Após parear o smartphone com o veículo, é possível acessar diretamente no visor do carro aplicativos de navegação GPS (como Waze e Maplink) e rádios digitais (como Spotify e Deezer), entre outros.O dispositivo do sedã da Hyundai ainda não “conversa” com aparelhos iPhone, da Apple. A marca informa que a integração ocorrerá ainda neste ano, mas deverá ser feita por cabo, e não por Bluetooth.

Já o Cobalt está estreando a segunda geração do MyLink, compatível com os sistemas Android Auto (da Google) e CarPlay (Apple). Como no Hyundai, o dispositivo da Chevrolet permite acesso por comandos de voz. A tela também tem sete polegadas e traz novas facilidades para os ajustes do volume do som, por exemplo.

Outra novidade do Cobalt é o OnStar, sistema que no Brasil estreou no Cruze, no ano passado. O serviço, que funciona como um concierge, dá assistência em caso de acidente, furto e roubo e até faz reservas em restaurantes, entre outros.

OPINIÃO:
Não são ruins, mas têm espaço para melhorar

Carros que beiram os R$ 70 mil, como é o caso desses sedãs compactos, deveriam reservar apenas satisfação. Mas não é isso o que ocorre com essa dupla. Cobalt e HB20S têm pontos positivos, mas desapontam em alguns aspectos: eles não têm controles de tração e estabilidade e não dispõem de assistente de partida em rampa, para citar apenas dois exemplos.

No caso do Chevrolet, um dos aspectos que mais incomodam são os leves trancos em baixa velocidade, o que mostra certa indefinição da transmissão. O botão na alavanca, para trocas manuais, não é prático de usar e o sistema de partida a frio ainda traz o prosaico tanquinho auxiliar de gasolina. Já o HB20S é lento nas retomadas e o ar-condicionado tem o ventilador mais escandaloso que eu já vi.

[galeria id=”23617″]

Ambos têm bons porta-malas, conforto para quatro ocupantes e visual renovado

Os sedãs Cobalt e HB20S acabam de receber atualizações. No Chevrolet, as novidades limitam-se ao visual e equipamentos. No caso do Hyundai, houve mudanças de estilo (como a alteração feita na grade frontal) e mecânicas (adição de câmbio automático de seis marchas). Em ambos, o avanço dos sistemas de conectividade foi grande. Apesar disso, o comparativo entre os compactos nacionais mostra que esses carros ainda têm bom espaço para melhorar.

Na nova versão Elite, o Cobalt tem tabela de R$ 68.990. É um pouco mais que a da opção Premium, de topo, do HB20S, que, por R$ 66.365, inclui bancos de couro e central multimídia.

Com a reestilização na frente e traseira (grade, faróis, capô, para-choques, lanternas e tampa do porta-malas), o Chevrolet ficou bem mais atraente. Ainda assim, não foi páreo para o Hyundai, bem superior no quesito estilo.O visual do HB20S alia modernidade, elegância e agressividade. A maior novidade é a grade ampla, mas também há cromados, luzes diurnas de LEDs e novas lanternas.

O Cobalt ganha do rival quando o assunto é espaço. O Chevrolet tem 25 cm a mais no comprimento, 5 cm na altura e 12 cm na distância entre os eixos. Isso se traduz em áreas maiores para cabeça e pernas de quem viaja no banco de trás. No caso do porta-malas, a vantagem em relação ao Hyundai é de 113 litros, totalizando 563 litros.

Quanto ao motor, o 1.6 16V do HB20S é muito superior ao 1.8 8V do Cobalt. A potência chega a 128 cv (com etanol), 20 cv a mais que a do veterano Chevrolet, que pode gerar até 108 cv.

Os dois têm câmbio automático de seis velocidades, mas ambos mostraram certa lentidão nas retomadas de velocidade. Não há modo esportivo nem redução automática de marchas em descidas, algo importante para auxiliar o freio-motor e evitar desgaste de pastilhas.

Em baixas velocidades, o câmbio do Cobalt dá leves trancos nas passagens, mostrando certa indecisão. Talvez por causa da transmissão, o HB20S não parece ter 20 cv a mais que o rival.

Conforme a Hyundai, o sedã chega a 191 km/h e precisa de 10,6 segundos para ir de 0 a 100 km/h. A Chevrolet divulga máxima de 170 km/h e 10,9 s para o 0 a 100 km/h.O HB20S tem pedal de freio um tanto “borrachudo” (sem firmeza). Por outro lado, sua direção (hidráulica em ambos) é mais precisa que a do modelo da Chevrolet.

Dupla traz boa dose de facilidades eletrônicas

Chevrolet Cobalt e Hyundai HB20S têm atrações que vão além do porta-malas espaçoso e do estilo retocado: os dois trazem boas notícias no campo da conectividade. O Hyundai vem com a nova central blueMedia, opcional na versão Premium. O sistema pode espelhar na tela de sete polegadas do sedã os conteúdos de celulares da Samsung e LG. Após parear o smartphone com o veículo, é possível acessar diretamente no visor do carro aplicativos de navegação GPS (como Waze e Maplink) e rádios digitais (como Spotify e Deezer), entre outros.O dispositivo do sedã da Hyundai ainda não “conversa” com aparelhos iPhone, da Apple. A marca informa que a integração ocorrerá ainda neste ano, mas deverá ser feita por cabo, e não por Bluetooth.

Já o Cobalt está estreando a segunda geração do MyLink, compatível com os sistemas Android Auto (da Google) e CarPlay (Apple). Como no Hyundai, o dispositivo da Chevrolet permite acesso por comandos de voz. A tela também tem sete polegadas e traz novas facilidades para os ajustes do volume do som, por exemplo.

Outra novidade do Cobalt é o OnStar, sistema que no Brasil estreou no Cruze, no ano passado. O serviço, que funciona como um concierge, dá assistência em caso de acidente, furto e roubo e até faz reservas em restaurantes, entre outros.

OPINIÃO:
Não são ruins, mas têm espaço para melhorar

Carros que beiram os R$ 70 mil, como é o caso desses sedãs compactos, deveriam reservar apenas satisfação. Mas não é isso o que ocorre com essa dupla. Cobalt e HB20S têm pontos positivos, mas desapontam em alguns aspectos: eles não têm controles de tração e estabilidade e não dispõem de assistente de partida em rampa, para citar apenas dois exemplos.

No caso do Chevrolet, um dos aspectos que mais incomodam são os leves trancos em baixa velocidade, o que mostra certa indefinição da transmissão. O botão na alavanca, para trocas manuais, não é prático de usar e o sistema de partida a frio ainda traz o prosaico tanquinho auxiliar de gasolina. Já o HB20S é lento nas retomadas e o ar-condicionado tem o ventilador mais escandaloso que eu já vi.

[galeria id=”23617″]

Fonte: Estadão