Audi TT e BMW M235i em disputa de cupês

Audi TT e BMW M235i em disputa de cupês

02/06/2022
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Cupês se enfrentam em compartivo de muito estilo, mas pouco espaço interno

A definição básica de cupê é um carro com queda acentuada da parte traseira do teto e somente duas portas. Se por um lado esses modelos são visualmente esportivos e chamam bastante a atenção nas ruas, por outro o espaço interno, no geral, fica comprometido. No caso de TT e M235i, é tanto prazer de dirigir que esse ponto negativo é secundário. O Audi de R$ 248.190 (na versão de topo, Ambition) faz um duelo com o BMW, que é tabelado a R$ 288.950.

Em um embate de modelos que agradam ao volante de maneiras diferentes, o TT venceu. O preço é bem menor – há, inclusive, uma versão com menos itens, por R$ 230.190. Além disso, ele tem conjunto mais equilibrado e tão divertido quanto o do rival, sem precisar apelar à brutalidade da tração traseira. O Audi TT mantém o formato da carroceria da primeira geração, embora as linhas estejam diferentes. Elas têm mais classe e requinte que as do BMW, que transparece no desenho toda sua brutalidade.

Por dentro, o acabamento também apresenta mais qualidade no TT. Há mais uso de couro e alumínio que no BMW, o que é mais condizente com a proposta e o preço desses carros. Além disso, o painel totalmente virtual é bonito e funcional. O interior do M235i é inferior e muito sóbrio, mas também muito bem acabado.

Embora os carros tenham quatro lugares, atrás dá para levar só crianças pequenas – com altura típica das de cinco anos, no máximo. O teto mais baixo do TT é pior na hora entrar e sair da cabine e dificulta a missão de acomodar pessoas com mais de 1,80 metro de altura.

Em relação à lista de equipamento, o BMW leva vantagem. Na segurança, ele traz seis air bags e controles de tração e estabilidade, enquanto o Audi oferece quatro e só o programa eletrônico para corrigir a trajetória das rodas. Ambos têm bancos esportivos com ajustes elétricos e controlador de velocidade de cruzeiro, entre outros itens. Só o M235i tem teto solar, farol alto que reduz o facho automaticamente e câmera de ré.

Rodando. O TT traz motor quatro-cilindros 2.0 turbo de 230 cv e 37,7 mkgf. O câmbio é de dupla embreagem e seis velocidades e a tração, dianteira. No BMW, a força vem de um seis-cilindros 3.0 turbo com 326 cv e 45,9 mkgf. O câmbio é o automático de oito marchas e a tração, traseira.

Com conceitos diferentes, os dois câmbios têm trocas rápidas e imperceptíveis, com opção de troca pela alavanca ou aletas atrás do volante. A diferença de potência é gritante, mas, apesar disso, a aceleração de 0 a 100 km/h do BMW, feita em 5 segundos, é só 0,9 mais rápida que a do TT – de acordo com dados das fabricantes.

Por ser mais estável e leve, o TT é mais divertido de guiar. As reações são rápidas e diretas, principalmente nas curvas, onde a carroceria não rola muito. O BMW também vai bem nesse quesito, mas a tração traseira exige experiência do motorista, por deixar o carro mais difícil de controlar.

Modernidade do Audi TT é ressaltada diante do BMW. A terceira geração do Audi TT chegou ao País no ano passado e sobressai ante o rival como um smartphone dos dias atuais comparado aos de cinco anos atrás. Dentro desse segmento de carros cuja falta de espaço não é defeito, mas característica, ele une forma e função. Consegue ser agradável aos olhos e, ao mesmo tempo, tão simples de guiar quanto um carro para uso diário. Isso entregando boa dose de pimenta quando exigido.

Embora tenha menos equipamentos que o BMW, o Audi compensa essa desvantagem por meio de tecnologias que o rival não possui, como o painel de instrumentos virtual e os faróis de LED, ainda raros em carros do Brasil. O M235i, apesar de mais potente e um pouco mais espaçoso, por ser derivado de um sedã, mostrou o peso da idade da sua plataforma. Até na dirigibilidade, uma característica na qual a BMW costuma ser insuperável, ele é inferior. Ele é lento nas mudanças de trajetória, apesar do apetite esportivo. O interior tem tecnologias que já não são novidades para o cliente de segmento. E, por fim, o modelo ainda é bem mais caro.

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Cupês se enfrentam em compartivo de muito estilo, mas pouco espaço interno

A definição básica de cupê é um carro com queda acentuada da parte traseira do teto e somente duas portas. Se por um lado esses modelos são visualmente esportivos e chamam bastante a atenção nas ruas, por outro o espaço interno, no geral, fica comprometido. No caso de TT e M235i, é tanto prazer de dirigir que esse ponto negativo é secundário. O Audi de R$ 248.190 (na versão de topo, Ambition) faz um duelo com o BMW, que é tabelado a R$ 288.950.

Em um embate de modelos que agradam ao volante de maneiras diferentes, o TT venceu. O preço é bem menor – há, inclusive, uma versão com menos itens, por R$ 230.190. Além disso, ele tem conjunto mais equilibrado e tão divertido quanto o do rival, sem precisar apelar à brutalidade da tração traseira. O Audi TT mantém o formato da carroceria da primeira geração, embora as linhas estejam diferentes. Elas têm mais classe e requinte que as do BMW, que transparece no desenho toda sua brutalidade.

Por dentro, o acabamento também apresenta mais qualidade no TT. Há mais uso de couro e alumínio que no BMW, o que é mais condizente com a proposta e o preço desses carros. Além disso, o painel totalmente virtual é bonito e funcional. O interior do M235i é inferior e muito sóbrio, mas também muito bem acabado.

Embora os carros tenham quatro lugares, atrás dá para levar só crianças pequenas – com altura típica das de cinco anos, no máximo. O teto mais baixo do TT é pior na hora entrar e sair da cabine e dificulta a missão de acomodar pessoas com mais de 1,80 metro de altura.

Em relação à lista de equipamento, o BMW leva vantagem. Na segurança, ele traz seis air bags e controles de tração e estabilidade, enquanto o Audi oferece quatro e só o programa eletrônico para corrigir a trajetória das rodas. Ambos têm bancos esportivos com ajustes elétricos e controlador de velocidade de cruzeiro, entre outros itens. Só o M235i tem teto solar, farol alto que reduz o facho automaticamente e câmera de ré.

Rodando. O TT traz motor quatro-cilindros 2.0 turbo de 230 cv e 37,7 mkgf. O câmbio é de dupla embreagem e seis velocidades e a tração, dianteira. No BMW, a força vem de um seis-cilindros 3.0 turbo com 326 cv e 45,9 mkgf. O câmbio é o automático de oito marchas e a tração, traseira.

Com conceitos diferentes, os dois câmbios têm trocas rápidas e imperceptíveis, com opção de troca pela alavanca ou aletas atrás do volante. A diferença de potência é gritante, mas, apesar disso, a aceleração de 0 a 100 km/h do BMW, feita em 5 segundos, é só 0,9 mais rápida que a do TT – de acordo com dados das fabricantes.

Por ser mais estável e leve, o TT é mais divertido de guiar. As reações são rápidas e diretas, principalmente nas curvas, onde a carroceria não rola muito. O BMW também vai bem nesse quesito, mas a tração traseira exige experiência do motorista, por deixar o carro mais difícil de controlar.

Modernidade do Audi TT é ressaltada diante do BMW. A terceira geração do Audi TT chegou ao País no ano passado e sobressai ante o rival como um smartphone dos dias atuais comparado aos de cinco anos atrás. Dentro desse segmento de carros cuja falta de espaço não é defeito, mas característica, ele une forma e função. Consegue ser agradável aos olhos e, ao mesmo tempo, tão simples de guiar quanto um carro para uso diário. Isso entregando boa dose de pimenta quando exigido.

Embora tenha menos equipamentos que o BMW, o Audi compensa essa desvantagem por meio de tecnologias que o rival não possui, como o painel de instrumentos virtual e os faróis de LED, ainda raros em carros do Brasil. O M235i, apesar de mais potente e um pouco mais espaçoso, por ser derivado de um sedã, mostrou o peso da idade da sua plataforma. Até na dirigibilidade, uma característica na qual a BMW costuma ser insuperável, ele é inferior. Ele é lento nas mudanças de trajetória, apesar do apetite esportivo. O interior tem tecnologias que já não são novidades para o cliente de segmento. E, por fim, o modelo ainda é bem mais caro.

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Fonte: Estadão