Audi RS7 e Mercedes CLS 63 AMG duelam

Audi RS7 e Mercedes CLS 63 AMG duelam

02/06/2022
0 Comentários

Modelos com apelo visual marcante sem abrir mão de amplo espaço, os “cupês” de quatro portas de marcas alemãs têm também versões para quem gosta de acelerar forte. Incrementados pelas divisões de preparação de suas respectivas fabricantes, Audi RS7 e Mercedes-Benz CLS 63 AMG receberam reestilização recentemente, além de reforço na lista de equipamentos. O nível de frio na barriga ao pisar forte no acelerador não difere muito nesses dois carros, mas, neste comparativo, o Audi sobressaiu pelos detalhes.

Preço está longe de ser um fator preponderante neste segmento, mas os R$ 585.190 do RS7 representam quase R$ 40 mil a menos que o valor cobrado pelo CLS 63 AMG. Tabelado a US$ 254.900, com dólar congelado a R$ 2,45 em uma promoção válida até o fim do mês, o Mercedes sai por R$ 624.505. Além disso, essa diferença não se justifica, já que são produtos semelhantes em espaço, desempenho e nível de equipamento.

Outra vantagem do Audi são suas respostas mais bem afinadas ao contornar curvas quando o mais esportivo do três modos de condução disponíveis está acionado. Independentemente da situação, o RS7 permanece nos trilhos e nem ameaça escapar da trajetória – mérito também da tração nas quatro rodas. O efeito colateral é que a suspensão fica dura a ponto de incomodar por causa do asfalto ruim das cidades brasileiras.

O CLS 63 AMG também traciona as quatro rodas e oferece vários modos de condução que alteram, assim como no RS7, as respostas de suspensão, freios e acelerador, entre outros. Um pouco menos firme que o rival em curvas, o Mercedes contra-ataca com conforto levemente superior. Até porque as rodas de 21 polegadas do Audi (19” no CLS) têm pneus mais “sensíveis” às imperfeições do piso.

Os motores – V8 biturbo – têm números parecidos. O 5.5 do Mercedes rende 557 cv, gerenciados pelo câmbio automático de sete marchas. No Audi, são, respectivamente 4 litros, 560 cv e oito marchas. O torque – entregue em ambos a 1.750 rpm – é levemente superior no CLS. São 73,5 mkgf, ante os 71,5 do RS7. O resultado é um desempenho parecido, respostas prontas ao acelerador e agilidade impressionante.

RS7 e CLS 63 AMG são carros difíceis de deixar para trás na estrada. Acelerar da imobilidade a 100 km/h é 2 décimos de segundo mais rápido no Mercedes que no Audi (3,7s contra 3,9s), de acordo com dados das fabricantes. Na prática, a diferença é imperceptível.

Ao contrário do ronco desses motores quando se pisa fundo no acelerador. Por causa dos turbos, o som é menos rouco que o de propulsores aspirados. Nesse quesito, o Audi também leva vantagem. Com o modo esportivo selecionado, dá para escutar de forma mais vibrante as reduções de marcha.

Em ambos a cabine é bonita, bem acabada e com detalhes de esportividade. O ponto negativo no Mercedes é a tela central, que parece um tablet adaptado ao painel dianteiro. Os dois são completíssimos. De exclusivo, o RS7 traz fechamento elétrico do porta-malas. E só o CLS tem assistente a manobras de estacionamento.

Carros que têm visual difícil de ignorar.Se você gosta de carros com amplo espaço interno e visual arrebatador, fará uma escolha bem acertada se escolher um dos que ficaram conhecidos como “cupês” de quatro portas. Tanto Audi RS7 quanto Mercedes-Benz CLS 63 AMG têm desenho impossível de ignorar. Além disso, as pernas de dois adultos e uma criança ficam muito bem acomodadas atrás.

A nota negativa é o teto rebaixado, que pode incomodar um pouco os passageiros mais altos. No porta-malas, há vantagem para o Audi, cuja abertura permite acesso melhor ao compartimento e facilita a acomodação da bagagem.

[galeria id=”22124″]

Modelos com apelo visual marcante sem abrir mão de amplo espaço, os “cupês” de quatro portas de marcas alemãs têm também versões para quem gosta de acelerar forte. Incrementados pelas divisões de preparação de suas respectivas fabricantes, Audi RS7 e Mercedes-Benz CLS 63 AMG receberam reestilização recentemente, além de reforço na lista de equipamentos. O nível de frio na barriga ao pisar forte no acelerador não difere muito nesses dois carros, mas, neste comparativo, o Audi sobressaiu pelos detalhes.

Preço está longe de ser um fator preponderante neste segmento, mas os R$ 585.190 do RS7 representam quase R$ 40 mil a menos que o valor cobrado pelo CLS 63 AMG. Tabelado a US$ 254.900, com dólar congelado a R$ 2,45 em uma promoção válida até o fim do mês, o Mercedes sai por R$ 624.505. Além disso, essa diferença não se justifica, já que são produtos semelhantes em espaço, desempenho e nível de equipamento.

Outra vantagem do Audi são suas respostas mais bem afinadas ao contornar curvas quando o mais esportivo do três modos de condução disponíveis está acionado. Independentemente da situação, o RS7 permanece nos trilhos e nem ameaça escapar da trajetória – mérito também da tração nas quatro rodas. O efeito colateral é que a suspensão fica dura a ponto de incomodar por causa do asfalto ruim das cidades brasileiras.

O CLS 63 AMG também traciona as quatro rodas e oferece vários modos de condução que alteram, assim como no RS7, as respostas de suspensão, freios e acelerador, entre outros. Um pouco menos firme que o rival em curvas, o Mercedes contra-ataca com conforto levemente superior. Até porque as rodas de 21 polegadas do Audi (19” no CLS) têm pneus mais “sensíveis” às imperfeições do piso.

Os motores – V8 biturbo – têm números parecidos. O 5.5 do Mercedes rende 557 cv, gerenciados pelo câmbio automático de sete marchas. No Audi, são, respectivamente 4 litros, 560 cv e oito marchas. O torque – entregue em ambos a 1.750 rpm – é levemente superior no CLS. São 73,5 mkgf, ante os 71,5 do RS7. O resultado é um desempenho parecido, respostas prontas ao acelerador e agilidade impressionante.

RS7 e CLS 63 AMG são carros difíceis de deixar para trás na estrada. Acelerar da imobilidade a 100 km/h é 2 décimos de segundo mais rápido no Mercedes que no Audi (3,7s contra 3,9s), de acordo com dados das fabricantes. Na prática, a diferença é imperceptível.

Ao contrário do ronco desses motores quando se pisa fundo no acelerador. Por causa dos turbos, o som é menos rouco que o de propulsores aspirados. Nesse quesito, o Audi também leva vantagem. Com o modo esportivo selecionado, dá para escutar de forma mais vibrante as reduções de marcha.

Em ambos a cabine é bonita, bem acabada e com detalhes de esportividade. O ponto negativo no Mercedes é a tela central, que parece um tablet adaptado ao painel dianteiro. Os dois são completíssimos. De exclusivo, o RS7 traz fechamento elétrico do porta-malas. E só o CLS tem assistente a manobras de estacionamento.

Carros que têm visual difícil de ignorar.Se você gosta de carros com amplo espaço interno e visual arrebatador, fará uma escolha bem acertada se escolher um dos que ficaram conhecidos como “cupês” de quatro portas. Tanto Audi RS7 quanto Mercedes-Benz CLS 63 AMG têm desenho impossível de ignorar. Além disso, as pernas de dois adultos e uma criança ficam muito bem acomodadas atrás.

A nota negativa é o teto rebaixado, que pode incomodar um pouco os passageiros mais altos. No porta-malas, há vantagem para o Audi, cuja abertura permite acesso melhor ao compartimento e facilita a acomodação da bagagem.

[galeria id=”22124″]

Fonte: Estadão